Sharm El Sheikh é uma cidade com cerca de 77 000 pessoas na ponta sul da Península do Sinai, no Governorado do Sul do Sinai, e na prática é uma sucessão de baías: cada uma tem hotéis à volta do seu próprio recife, e o endereço que reservas define como será a tua estadia. É também o centro administrativo de um governadorato que se estende pela costa oriental e pelo interior até às montanhas, incluindo Dahab, Nuweiba, Santa Catarina e o Monte Sinai.
A vila em si é recente na forma atual. Foi aldeia piscatória e base militar antes de a costa ser desenvolvida para turismo, desenvolvida expressamente pelo governo, razão pela qual a faixa de hotéis parece planeada e não uma vila espontânea. No centro estão bancos e escritórios; nas baías, os hotéis. Entre eles estende-se uma costa desértica de cerca de quarenta quilómetros, com montanhas ao fundo.
Porque vêm as pessoas, e o que encontram
O Mar Vermelho aqui é límpido porque não há rio a desaguar nem chuva a cair: o deserto à volta não leva nada para a água. Visibilidade de vinte a trinta metros é comum, há recifes logo à beira da praia e as quedas mais profundas começam à distância de um nado. Esta combinação, um recife acessível e luz desértica por cima, define o local.
Os sítios conhecidos ficam todos a um dia da marina. Ras Mohammed é o promontório na ponta sul onde o Golfo de Suez encontra o Golfo de Aqaba, zona protegida como parque nacional, com paredes de coral e um canal de mangais. O Estreito de Tiran, mais a leste, é uma linha de quatro recifes que apertam a passagem entre o Sinai e a Ilha de Tiran. Mais ao largo está o Thistlegorm, um navio de abastecimento da Segunda Guerra afundado nos anos 40 com viaturas e carga ainda nos porões, o destroço que atrai a maioria dos mergulhadores.
As baías e como escolher
A Baía de Naama é o centro: curva abrigada com hotéis, passeios, restaurantes e lojas, tudo percorrível a pé e com movimento ao anoitecer. Shark’s Bay, mais a norte, é mais tranquila e dedicada aos resorts, com recife próprio e plataforma de coral perto da praia. Nabq fica no extremo norte junto a uma zona de mangais protegida, com hotéis maiores e coral acessível a nado. Ras Um Sid está no promontório abaixo do farol, com recife íngreme e coral abundante.
A decisão é sempre a mesma. Em Naama sais a pé para jantar; nas baías mais a norte e a sul precisas do hotel para tudo, o que pode ser o objetivo da estadia ou uma limitação, conforme prefiras passear ou não.
Chegar e deslocar-se
O Aeroporto Internacional de Sharm El Sheikh é o segundo mais movimentado do Egito depois do do Cairo, e fica perto das zonas de resorts, por isso o transfer é curto; à noite, as filas nos portões dos hotéis e na estrada da costa podem duplicá-lo. A maioria dos pacotes de viagem inclui o transfer, e o táxi é um negócio negociado a menos que reserves antecipadamente ou uses uma app de transporte onde funcione.
Dentro das zonas de resort, o shuttle do hotel, o táxi ou o aluguer de carro são as opções. As distâncias parecem pequenas no mapa mas raramente o são, porque a estrada costeira dá muitas voltas entre baías. A marginal é o passeio agradável, e caminhar à noite é o mais próximo de um centro urbano.
Quando ir
A cidade tem duas estações e cada uma agrada a quem procura coisas diferentes. De fim de primavera até início de outono, o ar está quente e o mar atinge o máximo, pelo que manhãs e fins de tarde são as horas para atividades; o meio do dia é para o mar ou uma espreguiçadeira à sombra. De novembro a março o ar é ameno, o mar mantém o calor e vêm pessoas a fugir do inverno europeu, nesses meses, os hotéis cobram mais caro pelo Natal e Ano Novo.
O vento é o que não aparece nos gráficos. O Sinai é uma costa ventosa e pode-se perder um dia de mergulho ou snorkeling porque o barco não segura a posição, ou um dia de praia por causa da areia soprada. Convém planear uns dias extra de água em vez de assumir que um só bastará.
Sharm El Sheikh não complica e essa é a sua função: um aeroporto com voos diretos, um hotel com recife ao lado e um mar onde entras em fevereiro. Vem pela água e não pelo Egito, e tudo cumpre o que promete.