Tipo de ficha, tomadas e voltagem no Egipto

O Egipto usa tomadas tipo C e tipo F com 230 volts e 50 Hz. Vê que fichas entram diretamente e o que fazer tendo em conta a diferença de voltagem.

4 min de leituraInformação verificada a 25 de setembro de 2026

Resposta curta

O Egipto usa tomadas tipo F e, em prédios antigos, tipo C, ambas com 230 volts e 50 Hz. As fichas da Alemanha, França, Espanha, Itália, Países Baixos, Polónia, Suécia e Rússia encaixam diretamente. As fichas do Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Suíça precisam de adaptador.

O Egipto é dos países mais simples para preparar se vens da Europa, e dos mais chatos se vens do Reino Unido ou da América do Norte. As tomadas são das redondas de dois pinos, a voltagem é europeia, e o país tomou uma decisão clara sobre qual dos dois sistemas de tomadas redondas quer usar.

Essa decisão convém conhecer, porque explica porque podes ver dois tipos de tomadas no mesmo edifício, e qual delas te interessa encontrar.

O que se usa no Egipto

O Egipto usa como padrão o tipo F, a tomada de dois pinos com terra usada na Alemanha, Espanha, Países Baixos e Suécia. O tipo C, sem terra mas de formato igual, ainda existe em prédios antigos e é compatível com fichas tipo F.

A razão desta escolha é mais pela segurança do que por ordem. As tomadas tipo C não têm ligação à terra, e não é permitido instalar tomadas deste tipo novas. Só tomadas tipo F podem ser usadas em novos trabalhos, por serem com terra. Num imóvel antigo já refeito, as de tipo C normalmente desapareceram.

Para quem viaja, o funcionamento é simples. Uma ficha tipo F entra na tomada tipo F. Uma ficha tipo C entra em ambas. Uma ficha tipo E, francesa, também encaixa na tipo F porque a tomada já fornece o contacto de terra que a ficha precisa.

As tuas fichas servem?

Responde a isto pelo país de origem da ficha, mais do que pelo formato.

A lógica é a europeia. Alemanha, França, Espanha, Itália, Países Baixos, Polónia, Suécia e Rússia: não precisas de adaptador. Reino Unido, Irlanda, Suíça, Estados Unidos, Canadá e Austrália: precisas de um adaptador.

Voltagem, e porque raramente é um problema

O Egipto fornece 230 volts a 50 Hz. Em casa, nos Estados Unidos e Canadá, tens 120 volts: é esta diferença que danifica aparelhos.

Na prática quase nada do que levas vai notar, porque quase tudo moderno é de voltagem dupla. Carregadores de telemóvel, transformadores de portátil, carregadores de câmara, leitores de livros eletrónicos e carregadores de powerbank têm sempre etiqueta a dizer algo como 100 a 240 V, 50/60 Hz. Um carregador assim funciona em qualquer parte do mundo só com o adaptador.

Os aparelhos que ligam à corrente e se preocupam são os que aquecem ou fazem força: secadores, placas, modeladores de cabelo, fervedores de viagem e algumas máquinas de barbear. Se compraste o teu na América do Norte, é quase certo que só serve para 120 volts, ligá-lo nos 230 através de adaptador nunca corre bem.

Tens três opções práticas. Deixa em casa. Compra um de voltagem dupla, que o diz na etiqueta. Ou pede ao hotel: em quase todos no Cairo, Luxor e Hurghada emprestam secadores na receção precisamente por este motivo.

Adaptadores e não transformadores

Vendem-se duas coisas com nomes parecidos. Um adaptador de viagem muda apenas o formato da ficha, sem eletrónica dentro. Um conversor de voltagem, ou transformador, muda a voltagem e é pesado, volumoso e caro.

Só precisas do adaptador. O conversor só serve para aparelhos de voltagem única que não consegues deixar para trás, e para o telemóvel ou portátil não é necessário.

Outra coisa útil é uma extensão USB curta, com várias tomadas. Um adaptador na parede e quatro aparelhos a carregar nela resolvem aquela disputa à noite pela única tomada livre, numa cabine de cruzeiro pelo Nilo, muitas vezes é mesmo a única que há.

Onde a energia é menos estável

A rede elétrica egípcia é estável nas zonas onde ficam viajantes, e a voltagem não varia. O que pode falhar é o fornecimento. Em cidades pequenas, nos arredores, ou num hotel que use gerador próprio, a energia pode cair ou baixar durante alguns minutos e depois volta ao normal.

Dois hábitos evitam incómodos. Carrega quando tens luz, não só quando precisas, assim o telemóvel vai à noite já carregado de tarde. E leva um powerbank pequeno, que custa pouco e resolve entre uma tomada morta e uma a funcionar.

Convém saber que o gerador dá uma corrente de pior qualidade do que a rede elétrica. O carregador de telemóvel lida bem com isso. O transformador do portátil prefere mesmo a corrente da rede, por isso, se puderes escolher, carrega o portátil enquanto as luzes se mantêm acesas.

O ar condicionado merece uma linha: os quartos de hotel são normalmente arrefecidos por splits, em circuitos próprios, e se a carga for demasiada podem disparar o disjuntor. Se o quarto perde luz sempre que ligas o ar condicionado, avisa na receção: é só um fusível, não culpa das tuas coisas.

O que levar na mala

Mais um truque de graça: antes de sair, liga tudo o que fores usar já com o adaptador, para te assegurares de que o adaptador encaixa nas tuas fichas e os teus cabos funcionam. Dez minutos na cozinha poupam-te problemas ao chegar a Aswan de madrugada.

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