Mergulho no Mar Vermelho: onde ir, quando e quanto custa

O Mar Vermelho egípcio é um dos destinos de mergulho de referência, e o motivo é a geografia: um mar quente, fundo, salgado, sem rios a desaguar, recifes que começam à beira-mar e visibilidade frequentemente superior a vinte metros. Podes aprender a mergulhar aqui em quatro dias, a partir da praia, ou passar uma semana no largo num liveaboard rodeado apenas de paredes, destroços e recifes.

4 min de leituraInformação verificada a 26 de setembro de 2026

Uma colagem em recorte de papel de um mergulhador no Mar Vermelho: silhueta de um mergulhador junto a uma parede de coral com gorgónias, um cardume de anthias à frente e o casco de um naufrágio a subir no azul ao fundo.

Resposta curta

O mergulho no Egito decorre ao longo da costa do Mar Vermelho, com as principais bases em Sharm El Sheikh e Dahab, na península do Sinai, e Hurghada, Safaga e Marsa Alam na costa continental. Os locais do Sinai incluem Ras Mohammed, o Estreito de Tiran e o naufrágio do Thistlegorm; as zonas do sul, como Brothers, Daedalus e Elphinstone, só se alcançam em liveaboard. O mergulho é possível todo o ano, sendo que a água mais calma e a mais prática visibilidade costumam ser na primavera e no outono, e há cursos para todos os níveis, do principiante ao técnico.

Neste guia
  1. Onde estão os locais
  2. Quando ir
  3. Aprender, e a escada dos níveis
  4. Quanto custa e o que não está incluído
  5. As regras importantes

O Mar Vermelho egípcio é um destino para mergulhar por acidente geográfico: é quente, é fundo junto à costa, quase não há rios a turvar a água, e o recife começa a poucos metros da praia em alguns locais. A visibilidade costuma rondar entre vinte e trinta metros, o coral fica suficientemente à tona para saltar de snorkel, e há tantos locais ao longo da costa que um mergulhador pode passar duas semanas a viajar entre eles.

É também um sistema bem organizado. O Egito recebe mergulhadores de recreio desde os anos 70, há agências e centros de mergulho ao longo de toda a costa, e o padrão é suficientemente bom para garantir segurança a quem começa, e apenas a má preparação desilude quem já sabe o que faz.

Visibilidade normal
20 a 30 m
Época de mergulho
Todo o ano
Curso de open water
3 a 4 dias
Sem voar após o último mergulho
24 horas
Fonte: Wikipedia, Mar Vermelho, para informações sobre o recife e condições do mar (consultado em 26 de setembro de 2026)

Onde estão os locais

Três zonas, três estilos. No lado do Sinai, Sharm El Sheikh é a base para mergulho de barco: Ras Mohammed na ponta sul, os recifes do Estreito de Tiran, e o Thistlegorm, um navio de guerra afundado com a carga ainda nos porões. Dahab, mais a norte, é a vila de mergulho à beira-mar: recifes no final da estrada da praia, o Canyon e o Blue Hole, e o sítio mais calmo do país para aprender.

Na costa continental, Hurghada é o maior centro e o mais fácil de chegar do Nilo, com as ilhas Giftun e uma série de recifes a curta distância de barco. A sul de Hurghada, Safaga e Marsa Alam conduzem aos parques marinhos do largo: Brothers, Daedalus e Elphinstone, que são o destino dos liveaboards, além dos dugongos e golfinhos das baías mais meridionais.

Marsa Alam é a base mais recatada e a que fica mais perto dos recifes longos do sul: Elphinstone, com uma parede que mergulha fora de vista e tubarões de recife, fica a um curto passeio de barco da costa, e nas baías a sul há ervas-marinhas onde os dugongos se alimentam e golfinhos passam. Mais a fundo, Fury Shoals e os recifes ao largo de St John’s são praticamente exclusivos para liveaboard, razão pela qual nos meses de inverno os barcos de uma semana rumam a sul, e no verão seguem à procura dos naufrágios.

Quando ir

O mergulho faz-se todo o ano, e a época a escolher depende do que se quer: a água mais limpa costuma ser na primavera e outono, a mais quente no final do verão, e o preço mais baixo no auge do verão do sul, quando o calor é intenso e os hotéis estão sossegados. O inverno no norte do Mar Vermelho é mais frio em profundidade do que se imagina, o que implica fato completo em vez de lycra, e é por isso que a maioria dos liveaboards vai para o sul nessa época.

Uma colagem em recorte de papel de um mergulhador diante de uma parede de coral no Mar Vermelho, com gorgónias, um cardume de pequenos peixes e o contorno de um naufrágio no azul em fundo.

Aprender, e a escada dos níveis

Um curso de open water dura três ou quatro dias, começa em água rasa e termina com um brevet que permite mergulhar até dezoito metros com um companheiro, em qualquer local. Quase todos os resorts têm várias escolas, o que mantém os preços mais baixos e facilita comparar o ensino, e os locais de acesso direto junto à praia em Dahab e Hurghada são os mais acessíveis para aprender na região.

Depois, a evolução é linear: certificação avançada para locais mais fundos e para o naufrágio, depois especializações conforme os teus interesses, e formação técnica se te atraem as paredes fundas e o arco do Blue Hole. É neste último passo que há mais riscos, porque os locais parecem acessíveis, por isso o conselho que todos os instrutores sérios dão é sempre o mesmo: faz a formação adequada antes de tentares, nunca depois.

O que adequa a cada nível

  1. Mergulho de batismo

    Uma manhã, sem brevet

    Um mergulho supervisionado a partir da praia ou de barco com um instrutor sempre junto, geralmente em água pouco profunda sobre fundo arenoso com recife próximo. É a forma mais económica de perceber se a experiência te interessa, e Dahab e Hurghada facilitam porque é entrada direta da praia.

  2. Open water

    Três ou quatro dias, com brevet

    O brevet inicial, feito em poucos dias com sessões controladas seguidas de mergulhos em mar aberto. Depois dele, podes mergulhar até dezoito metros com um companheiro em qualquer parte do mundo, o que cobre quase todos os recifes costeiros e locais rasos acessíveis de barco.

  3. Avançado

    As paredes, águas mais fundas e o naufrágio

    O segundo curso abre os locais que motivam a viagem: o Thistlegorm com a carga nos porões, as paredes de Ras Mohammed e os recifes do Estreito de Tiran. Inclui navegação e mergulho profundo, que é o que um liveaboard pede ao reservares.

  4. Técnico

    O arco e as paredes profundas

    Além dos limites recreativos é outro tipo de mergulho, com equipamento diferente, e o arco do Blue Hole em Dahab é o exemplo que todos conhecem: um túnel de cinquenta e cinco metros que já matou mergulhadores experientes que ultrapassaram a sua formação. Se te interessa, treina para isso a sério, com uma agência e instrutor especializados.

Quanto custa e o que não está incluído

O mergulho no Egito é acessível para padrões europeus, daí que muitos tirem o curso cá e não em casa. O preço por um dia de mergulho costuma incluir o barco, o guia, garrafas e lastro, alimentação e água; o aluguer de equipamento, as taxas dos parques marinhos, nitrox e a gorjeta à equipa são quase sempre à parte, e é nos extras que um orçamento falha. Os liveaboards são bem mais caros e incluem quase tudo para uma semana, incluindo o combustível que permite chegar aos parques do largo.

Pergunta sempre o que está incluído antes de reservar, verifica se o barco tem oxigénio e kit de primeiros socorros e confirma o seguro. Muitas apólices de viagem excluem mergulhos para além de certa profundidade, e um acidente de descompressão pode ser das despesas mais pesadas numa viagem.

Resort ou liveaboard?

Já mergulhaste antes?

Tens certificação avançada e logbook completo?

Começa em Dahab ou Hurghada

Faz o curso onde a entrada é direta da praia, as manhãs são calmas e a concorrência garante qualidade no ensino. Dahab pela praia e dimensão da comunidade de mergulho, Hurghada pelas ilhas e escolas maiores. Quatro dias das férias e ficas com um brevet que se usa uma vida inteira.

Uma semana de resort, com barcos

Sharm El Sheikh é o clássico: hotel com recife à porta, marina com embarcações diárias, com Ras Mohammed, Estreito de Tiran e Thistlegorm por perto. Dois mergulhos por dia, com almoço entre eles, regresso à tarde, que é uma forma cómoda de fazer muitos mergulhos sem dormir no barco.

Uma semana no largo

Para Brothers, Daedalus e Elphinstone, reserva liveaboard em Hurghada ou Marsa Alam: sete dias a mergulhar, três ou quatro por dia, com o recife só para ti antes de chegarem as embarcações de dia. Traz a certificação e o logbook, sê honesto sobre a tua experiência e conta com os mergulhos que procuras.

As regras importantes

O recife é o principal valor. É protegido nos parques marinhos, é frágil, e um simples bater de barbatana ou mão no coral pode anular décadas de crescimento, por isso o controlo de flutuabilidade é a habilidade que deves dominar melhor, e o protetor solar seguro para recifes não é detalhe de marketing. O resto são regras de bom senso: mergulha dentro dos teus limites de formação, faz a paragem de segurança, nunca voes nas vinte e quatro horas após o último mergulho, bebe água e tapa-te mais do que pensas precisar.

Antes de entrares na água

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Médico e seguro
Equipamento e prática

O mergulho é o motivo pelo qual muitos voltam ao Egito pela segunda vez e o Mar Vermelho é a razão de regressarem uma terceira. Começa num recife junto à praia, faz o curso, evolui para o naufrágio e as paredes, e deixa os locais mais fundos para quando estiveres mesmo preparado.

Perguntas dos viajantes

Onde deve um principiante aprender a mergulhar no Egito?

Dahab e Hurghada são as zonas mais simples para começar. Dahab tem entradas diretamente da praia, manhãs calmas e dezenas de escolas a competir por alunos; Hurghada oferece locais de treino rasos e arenosos, e ilhas a curta distância de barco. Sharm é indicado para quem já tem brevet, pois os locais são acessíveis de barco e as taxas do parque marinho somam-se.

Qual é a temperatura da água?

Quente o suficiente para se mergulhar de fato curto a maior parte do ano, e em fato de banho no final do verão. O norte, em torno do Sinai, é a parte mais fresca: no inverno pode descer para cerca de vinte graus em profundidade, o que pede um fato de cinco milímetros em vez de lycra. O sul, junto a Marsa Alam, mantém-se mais quente, razão pela qual os liveaboards operam lá no inverno.

É preciso fazer liveaboard?

Só para os parques marinhos em mar aberto: Brothers, Daedalus e Elphinstone ficam longe de mais para ir e voltar de barco num dia, e são o motivo para marcar uma semana no mar. Pedem também mais experiência: certificação avançada, um número razoável de mergulhos registados e à vontade com correntes e profundidade. Todo o resto do mergulho egípcio, incluindo o Thistlegorm, é acessível a partir do resort.

Quanto custa mergulhar?

Menos do que na maioria da Europa, razão pela qual muita gente faz aqui o curso. Conta com o valor do mergulho, o aluguer de equipamento, a taxa do parque marinho quando aplica, e a gorjeta à equipa, e espera que o preço aumente consoante distância à costa e profundidade. Os liveaboards custam bastante mais e incluem praticamente tudo por uma semana. Confirma sempre o que está incluído antes de marcar, porque é nos extras que o orçamento dispara.

Quais são as regras importantes?

Não voes nas 24 horas após o teu último mergulho, mergulha dentro dos limites de formação, faz sempre a paragem de segurança e nunca toques no coral. O recife é área protegida nos parques marinhos e é frágil: um bater de barbatana pode destruir décadas de crescimento. Usa protetor solar seguro para recifes, controla a flutuabilidade em vez de usar as mãos e, se um centro de mergulho for relaxado com alguma destas regras, mergulha noutro.

Fontes

Informação verificada a 26 de setembro de 2026

  1. Wikipedia, Mar Vermelho: a geografia, a salinidade, os recifes de coral e a vida marinha da costa egípcia (consultado em 26 de setembro de 2026)
  2. Wikipedia, Parque Nacional Ras Mohammed, para a área protegida no extremo sul do Sinai (consultado em 26 de setembro de 2026)
  3. UK Foreign, Commonwealth and Development Office, aconselhamento de viagem Egito, secção de saúde, atualizado 2026 (consultado em 26 de setembro de 2026)

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